O date de 1 bilhão de dólares e o dilema do “build or buy” na era da inteligência artificial
Você piscou e lá estão Tim Cook e Sundar Pichai, provavelmente brindando com um Chardonnay em Palo Alto. A foto que rodou em 2017 pode até ser antiga, mas o contexto parece atual. Rumores indicam que Apple e Google estão prestes a firmar um novo acordo bilionário para que a Siri seja alimentada pelo Gemini, o modelo de inteligência artificial do Google.
Nada mal para um jantar corporativo de um bilhão de dólares por ano.
O que está acontecendo
A Apple, que há pouco tempo lançou seu próprio modelo de IA, o Apple Intelligence, parece estar enfrentando um problema que qualquer gestor de produto conhece bem: a defasagem entre ambição e capacidade de entrega. O modelo interno, com cerca de 150 bilhões de parâmetros, ainda engatinha quando comparado ao colosso do Google, que roda com 1,2 trilhão de parâmetros.
Diante desse abismo tecnológico, Tim Cook parece ter optado pelo caminho mais pragmático: comprar o que ainda não consegue construir.
Build or Buy, o eterno dilema dos produtos
No mundo da gestão de produto, essa decisão é quase um rito de passagem. Quando surge uma nova necessidade, uma tecnologia crítica ou uma mudança estratégica, o time precisa responder: “Construímos internamente (build) ou compramos de quem já fez (buy)?”
A Apple, que tradicionalmente prefere desenvolver tudo internamente, parece estar se rendendo ao mesmo dilema que desafia startups e corporações todos os dias.
Mas há algo importante aqui: essa escolha não é apenas técnica. É também uma decisão de timing e foco.
A Apple, mesmo sendo uma gigante, percebeu que ficar parada para construir tudo sozinha pode custar mais caro do que pagar para avançar.
Por que isso importa para quem gere produtos
O movimento de Tim Cook é uma lição de humildade estratégica. Quando o mercado acelera e a disrupção é rápida, fazer parcerias pode ser mais inteligente do que insistir em fazer tudo do zero. O pragmatismo, nesse caso, vale mais do que o orgulho técnico.
Para quem trabalha com gestão de produto, o episódio deixa alguns lembretes valiosos:
O jantar em Palo Alto e o futuro
Se o acordo realmente se concretizar, veremos a Siri ganhar uma nova potência e, quem sabe, uma chance real de competir em pé de igualdade com os assistentes mais avançados do mercado. E veremos uma Apple mais ágil, mais aberta e, curiosamente, mais humana.
Porque no fim, todo bom gestor de produto sabe: inovar não é sobre fazer tudo sozinho, é sobre saber com quem sentar à mesa.
Toda grande virada começa com uma conversa.
Dê propósito e direção à sua gestão de produto
Na gestão de produto, cada decisão – inclusive o dilema build or buy – molda o futuro do negócio.
Se você quer estruturar times, acelerar entregas e transformar visão em resultado, podemos construir esse caminho juntos.



